Amamentar: peça ajuda e não desista!

 

Poucos minutos após nascer, João já estava aconchegado no meu peito e ensaiava sua primeira mamada. Desde então, um mundo novo se mostrou para a mamãe aqui: o maior vínculo de amor do mundo, a amamentação.

É lindo? É. É gostoso? É. É uma das melhores sensações do mundo? É. Mas tenho que dizer que o começo – pelo menos para mim – foi difícil e doloroso.

Na maternidade, as enfermeiras me ajudaram a amamentar e correu tudo bem. Recebi também instruções de toda a equipe: médicos, enfermeiras e fonoaudióloga.

Sem contar que eu e o pai já havíamos lido muito sobre amamentação, participado de dois cursos de gestantes, conversado com muitas mães. Éramos “pró” na teoria sobre amamentação. Mas tudo isso foi por água abaixo na primeira noite em casa com o pequeno.

João e eu éramos marinheiros de primeira viagem nessa vida, não sabíamos como fazer direito.

Quando o leite desceu – sim, depois de alguns dias apenas com o colostro, é que a maior quantidade de leite vem com tudo – meus peitos quase explodiram e aprendi a ordenhar.
João mamava de três em três horas, mamava bastante e eu achava que estava tudo bem. Até que comecei a sentir dor ao amamentar. Eram as fissuras. Primeiro apenas em uma das mamas, depois nas duas. Usei pomada de lanolina, tomei sol nos mamilos (sim, rs), conchas de silicone, usei até o próprio leite materno para ajudar na cicatrização.

Mas como cicatrizar uma região que de três em três horas era sugada? Foi aí que a coisa ficou feia. Toda vez que o João mamava era uma luta. Ele chorava por estar com fome. Eu chorava com dor. O pai quase chorava, pois não sabia ao certo como ajudar.

Durante uma madrugada o pai até sugeriu comprar leite artificial e uma mamadeira para alimentar o pequeno, pois eu não estava conseguindo amamentar. Já imaginou: o bebê chorando de fome e, você que é a única fonte do alimento dele, com dor e medo de dar o peito? Minha cabeça estava pirando, “que mãe ruim eu era” – pensava. Mas, não desistimos e continuamos mesmo com dor.

Pedi ajuda para a cunhada enfermeira, as amigas me presentearam com uma consultoria em amamentação com uma doula, pedi socorro para a pediatra e para a enfermagem do plano de saúde. Ufa!

Claro que a pega estava errada, caso contrário não estaria com dor. Descobri que João não estava pegando toda a aréola e isso estava machucando.

Uma das mamas sangrou, mas mesmo assim não desistimos de amamentar. E a dor era grande. Agora eu estava começando a entender o porquê algumas mães desistem de amamentar.

Um enfermeira do meu plano de saúde me orientou mais uma vez e descobri que um pequeno detalhe, um movimento que eu não estava fazendo quando oferecia a mama era o que estava fazendo o João pegar errado e me machucar.

Começamos a fazer da maneira correta. A dor parou e os mamilos começaram a cicatrizar. Com o passar dos dias tudo foi entrando nos eixos. Eu fiquei mais tranquila e confiante. As mamas cicatrizaram. João também ficou mais confiante e, com a pega certa, ele passou a mamar de maneira mais fácil e até ganhou peso.  E mamava muito bem!

Tudo isso aconteceu no meu primeiro mês como mãe do João. Agradeço a Deus, ao meu marido e paizão – Ivens, aos amigos e à família pelas palavras, dicas e toda a ajuda. A amamentação é essencial para mim e não iria desistir.

Hoje, João está com sete meses, praticamos a amamentação mista e já introduzimos a alimentação complementar. Por conta do meu ritmo de trabalho fora de casa, ele mama no peito de manhã e à noite. E no fim de semana, quando tem vontade, a qualquer hora e em qualquer lugar.

Até quando vou amamentar no peito? Até quando o João quiser e for saudável para nós dois, afinal amor nunca é demais!

 

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De cabeça para baixo…

​Há 7 meses a minha vida mudou. Virou de cabeça para baixo. João chegou para mostrar o quê realmente importa e o porque estou aqui. Menino espuleta, ri de tudo, é simpático com todos, bonzinho… Obrigada por estarmos juntos nessa! Parabéns pelos seus 7 meses nesse mundão. Amo você por todas as vidas ♡ #amãedojoão #mãedemenino #maternidade #amorpravida #7meses

Chá + Churrasco Colaborativo, pode? Sim!

E então chega o momento de organizar o Chá de Bebê!

Mas eu, “do contra” que sou, queria acabar com essa tradição de reunir apenas as mulheres e fazer brincadeiras que deixam a mamãe parecendo o companheiro do Patati. Então, a primeira festa para o João foi um Chá de Fraldas + Churras Colaborativo. Explico.

Foi uma festança sim. A primeira para celebrar a chegada do nosso menino João, ao lado de pessoas queridas, familiares e amigos.

Foi um Chá de Fraldas por razões óbvias. Os bebês usam muuuiiitaaas fraldas e, geralmente, a mamãe e o papai não têm dinheiro sobrando. Então pedimos para cada casal convidado que levasse um pacote de fraldas. Distribuímos entre os tamanhos RN, P, M e G, sem preferência de marca. Vale muito, pois João está com 4 meses e não compramos nenhuma fralda.

O bolo de fraldas foi feito por mim e pela Fer, minha cunhada prendada no quesito “trabalhos manuais”.

Foi um churrasco também. Uma parte dos convidados estaria satisfeito com os pratos de doces e salgados, mas a outra galera gostaria mesmo de um bom churrasco. O cardápio ficou bem diversificado: tortas doces e salgadas, bolos, docinhos, churrasco completo, bebidas e sobremesas.

Foi colaborativo sim. Gente, a mamãe e o papai não tinham (e ainda não têm) muita verba para arcar com os custos do evento e então pensamos em pedir para os convidados levarem um prato de doce ou salgado, itens para o churrasco e bebidas. Organizamos de acordo com a “aptidão” de cada um. Sabe, né, tem sempre aquela amiga que faz aquele cuscuz, outra que tem mão boa para o bolo, a cunhada que manda bem nos docinhos e a outra nos “bem-nascidos”, aquele primo que manja da picanha e os amigos que assumem a churrasqueira. Cada um levou um item e contribuiu para a festa acontecer.

Ah, e a decoração foi nessa pegada também. A cunhada ajudou com os itens de feltro, as amigas com o empréstimo de bandejas, os avós com o espaço e todos os utensílios, o irmão com as impressões, o tio com algumas mesinhas e o pai da amiga com outras mesas e cadeiras. A playlist foi escolhida por uma amiga, o avô emprestou a caixa de som.

Para as lembrancinhas aproveitei um vaso de suculentas que tinha em casa. Meses antes plantei algumas mudinhas para, pouco antes do evento, replantá-las em vasinhos decorados. Aproveitamos garrafas do Chá de Bebê da sobrinha Alice para decorar as mesas. Baixei da internet plaquinhas engraçadas para o pessoal se divertir fazendo fotos. Foi engraçado!

Tudo isso me fez lembrar as festinhas de aniversário de antigamente, onde a nossa mãe, tia e avó produziam tudo. Posso dizer que desta maneira fica tudo ainda mais gostoso. Cada um ajudou um pouco e fez com amor a primeira festinha para o João.

 

 

 

 

Quartinho do bebê: use a criatividade e gaste pouco!

Ahhh, o quarto do bebê! Muitas mamães piram quando chegam nessa fase e acabam gastando além da conta e compram itens que não serão realmente necessários. Eu, uma mãe prática e sem grana optei por aproveitar vários móveis e objetos de decoração para criar um quartinho simples, aconchegante, confortável e seguro. Sem churumelas, sabe?

Vamos lá!

Pra começar o cômodo que utilizávamos como escritório foi promovido a “quarto do João” (moramos em um apartamento de 2 quartos e houve gente me perguntando se iríamos nos mudar para uma casa ou apartamento maior por conta da chegada do bebê. Hummm, não).

Como o quarto era amarelinho, papai Ivens pintou uma das paredes de branco, apenas para dar um tcham. Usamos a sobra de uma lata de tinta doada por uma amiga. Deu super certo!

Móveis

Aproveitei um guarda-roupas branco e bege, da Casas Bahia, que já usávamos para guardar tranqueiras – que foram doadas ou para o lixo. Como o móvel é enorme conseguimos colocar tudo do bebê dentro dele. Isso ajudou até a disfarçar a bagunça, rs.

Comprei um berço e uma cômoda em uma promoção. Para o berço comprei um protetor daqueles respiráveis, fáceis de lavar, que não acumulam pó e não sufocam o bebê – também em uma liquidação na internet. A cômoda serviu de trocador por algum tempo. Agora o berço é utilizado para esse fim. E, sinceramente, é bem tranquilo.

Meus pais se ofereceram para dar um trato em uma poltrona velhinha que tínhamos na sala. Eu aceitei. Trocamos o tecido e ficou novinha. De quebra ainda ganhei uma almofadinha para acomodar as costas. Agora ela é a poltrona de amamentação e de descanso também.

poltrona

Quadrinhos e decoração

Comprei três quadrinhos baratinhos e uma prateleira na Leroy Merlin. Ganhei um móbile fofo, com animais em feltro, e um fio de luz das amigas.

mobile

Aproveitei porta-retratos antigos para fazer novos quadros. Um deles é uma capa de caderno antigo e o outro um folder de uma marca de roupas infantis. Ah, e ainda usei um espelho redondo com moldura rococó que estava jogado em um canto aqui. A parede ficou lindinha!

quadrinhos

Brinquedinhos antigos também estão no quarto e trazem boas lembranças: um burrinho que mexe o corpo, um duende agarradinho, uma foquinha e um Bisonho (personagem da turma do Ursinho Puff) de pelúcia são alguns deles.

estante

Para a porta do quarto usei as bandeirolas do Chá de Bebê e também foram para a porta da maternidade quando o pequeno nasceu. A cortina e o varão também comprei em uma promoção. Coisa básica. A babá eletrônica emprestei do meu irmão, que já não usa mais o apetrecho.

porta

Moral da história

É possível sim montar um quarto de bebê aconchegante e bonitinho sem gastar muito. Para isso vale investir em criatividade e aproveitar coisas que você já tem em casa. E ainda, ficar atenta às promoções e aos presentinhos dos amigos e familiares!

Aproveita e me conta como você fez – ou está pensando em fazer aí!

Meu filho nunca vai chupar chupeta! Sei, sei…

A questão é polêmica, eu sei. Muitos defendem que a chupeta acalma o bebê e afirmam que o seu uso não prejudica a dentição nem a fala da criança, se usada durante determinado tempo. Outros são radicalmente contra, pois apresentam estudos e casos de bebês e crianças que têm problemas de fala, formação do palato e dentição.

Eu que nunca tive certeza se seria mãe, ou não, mas já tinha minha opinião formada: “se um dia tiver um filho ele jamais irá chupar chupeta”. Rsrsrsrsrs! Risos, mesmo, pois quando torna-se mãe algumas de nossas certezas ou ideias caem por terra. E assim foi.

No primeiro dia do João em casa, logo após sairmos da maternidade, ele chorou muito e, claro, não sabíamos se era fome, fralda suja, sono, cólica, calor, frio ou simplesmente necessidade de aconchego, de colo. Eliminamos todas as possibilidades e nada. Ele continuava num berreiro só. E a mãe aqui também, pois não conseguia fazer o João parar de chorar por nada. Até que o pai teve uma ideia: “Cadê a chupeta que a gente comprou?”. “Ahh, não! Chupeta, não!”, foi o que eu disse de imediato – confesso que mesmo sendo contra eu havia comprado uma chupeta para que, talvez, um dia, quem sabe, em um momento de descontrole, pudéssemos pensar em usar. E esse momento chegou logo no primeiro dia do meu bebê em casa.

Ok. Papai venceu. Fervemos a chupeta e oferecemos ao João. Ele recusou por alguns instantes e… Silêncio. Parou de chorar. Meu Deus, é mesmo verdade, esse tréco é um “calmante milagroso”. E assim conseguimos acalmá-lo e todos ficaram bem o resto da noite. Mas não foi só isso! O que me deixou ainda mais feliz é que, depois de adormecer, ele cuspiu a chupeta e não pegou mais. E assim está até hoje: em momentos pega a chupeta, em outros não. Dorme com ela e sem ela também.

Li muito sobre o assunto e conversei com muitas pessoas (mães, não-mães, médicos, enfermeiros…) e optei por oferecer a chupeta com moderação – mais para menos, rs! E vamos que vamos!

 

chupeta

joão nem liga para a chupeta, mas ela está lá

Uma mãe vegetariana 

Pois bem. Vegetariana há 11 anos, motivada principalmente pela questão animal, cá estava eu gestante e as perguntas da família e dos amigos começaram a surgir: “mas você vai voltar a comer carne?”, “precisa pensar no bebê”, “agora você precisa se cuidar”… Ok, eu já estava preparada para isso e segui levando numa boa, pois todos estavam pensando na saúde minha e do João – que ainda era uma sementinha dentro de mim.

Sempre li muito sobre o vegetarianismo, conversei com muita gente de confiança, sabia o que deveria comer e o que fazer para dar um UP na minha saúde. Periodicamente realizava exames de sangue e sempre esteve tudo dentro do normal.

Mas agora eu tinha o João dentro de mim e confesso que bateu uma dúvida se eu conseguiria me alimentar bem o suficiente para garantir tudo o que eu e ele precisaríamos nessa nova fase.

Consultei minha ginecologista e ela disse que não haveria problemas em continuar com esse tipo de alimentação, fiz alguns exames de sangue e estava tudo normal. Mas eu sentia muiiitaa fome, muiiitaa fome mesmo. Comia de hora em hora e acordava de madrugada com o estômago roncando! Aff!

Para garantir que tudo iria continuar bem, resolvi procurar uma nutricionista. Pela minha feliz surpresa encontrei a Dra. Ana Carolina Rigolo Lopes, que me orientou muito bem com dicas de alimentos, como combinar, o que não comer e até receitas nutritivas e saborosas! Ah, sem contar que ela me ajudou muito também na fase dos enjoos e da azia.

Fiz algumas adequações no cardápio, tirei alguns alimentos, inclui outros, mudei a rotina da alimentação e os horários. Como uma boa leonina e caxias que sou, segui tuuudooo direitinho e o resultado foi uma gestação saudável, sem problemas e com um ganho de peso de apenas 9 quilos.

No último mês de gestação tive uma anemia fisiológica, de acordo com a médica é normal em quase todas as gestantes, mesmo as que têm uma alimentação comum. Que bom então! João se desenvolveu super bem, ganhou peso e tamanho previstos e nasceu tranquilo.

As dicas

Aprendi muita coisa que levo comigo por toda a vida. Uma delas é que não devo misturar vegetais verdes escuros com lactose, ou queijo, por exemplo. Eu que sempre fazia aquela linda salada de folhas verdes com queijo ralado por cima, ou ainda brócolis refogado com queijo parmesão… Esse queijinho aí prejudica a absorção do ferro que está presente nos alimentos verdes escuros! Não misturo mais, rs!

Para evitar a azia, não bebo líquidos durante as refeições e também evito comer demais próximo ao horário de me deitar.

Comecei a cozinhar mais em casa e a preparar minha comida de acordo com as orientações da nutricionista. O maridão também ajudou muito! Quando ficava sem tempo, comprava marmitinhas e comidinhas saudáveis – aliás, até hoje compro! Minhas preferidas são Sattva,  Panela Vegetariana e Cuscuz Paulita! ♥ #ficaadica

Depois

Após a gravidez e por causa da amamentação perdi alguns quilos, até mais do que eu queria. Quando eu engravidei pesava 52 quilos e, agora, oito meses após o João nascer o meu peso é de 49 quilos. E eu como e como e não engordo! Grrrr! Deve ser pelo fato de eu ainda estar amamentando. 😉 Acho que vou voltar na nutricionista, mas agora com o objetivo de engordar! 😉

Ah, e agora as perguntas mudaram: “você vai dar carne para o seu filho?”, “você quer que ele seja vegetariano?”… Mas isso é assunto para um outro texto!

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Será? João!

Eu sabia que 2016 seria diferente. No fim de 2015 pedi a conta do meu trabalho com a ideia de partir para um novo desafio profissional. Comecei o ano com propostas de empregos que fizeram os meus olhos brilharem. Estava empolgada e determinada. 

Para relaxar resolvi passar alguns dias na praia e voltar com força total para a maratona de entrevistas. Foi tudo de bom! Mas quando voltei para Jundiaí estava estranha, enjoada e encanada, pois meus seios estavam inchados e minha menstruação atrasada. Será? Depois de mais de um ano sem tomar pílula? Será? Ou será estresse?

Fui ao Pronto Socorro e o diagnóstico (adivinhem?) foi virose, mas não senti firmeza. Comprei um teste de gravidez de farmácia. Será?  Demorei uns dois dias para fazer o teste. Estava com medo. O marido já não estava entendo o porquê eu ainda não havia feito o teste.

Tá bom. Criei coragem e fiz. Dois tracinhos apareceram quase que instantaneamente. Será? Chamei o marido. Chorei. Será? Sim. Estava grávida. Será? Ainda não queria acreditar. Fiz um exame de sangue com contagem hormonal. O resultado? Estava explodindo de BHCG (“hormônio da gravidez”). Será? Agendei uma consulta com a médica e levei o exame para ela conferir. O comentário da doutora foi: “Você está gravidíssima”. E eu pensando: será? Fiz o ultrassom e, acreditem, o coraçãozinho já estava batendo em ritmo acelerado! Será? Sim, agora estava 100% comprovado que um serzinho estava crescendo dentro de mim!

Só aí contei para a família e amigos, pois tinha certeza que já era mamãe e minha vida já estava sendo transformada. Eu não disse que 2016 seria diferente? Disse.

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será? sim